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Frida e eu

7 jul

Eu tinha 18 anos quando ouvi falar de Frida Kahlo pela primeira vez. Fiquei de imediato apaixonada por sua beleza e pela beleza de suas obras. 

Foi conhecendo Frida que eu mesma me descobri bela e intensa. E pude reconhecer em mim as qualidades existentes nas artes criadas por mulheres. 

Foi com Frida que me entendi artista. Foi com Frida que meu corpo reconheceu sua beleza. 

Frida é uma artista que usou seu corpo e sua alma ao extremo: transformou a dor e a vida em arte.

Sua transmutação é a minha. Seu espelho é meu. Sua arte é a própria vida. Sua vida sou eu. 

A difícil arte de ser original

17 jun

Tem gente me perguntando quando vou publicar texto novo e vou te contar, tá difícil. Estou na fase final da pós graduação em Arte-Terapia. Aquele momento tão temível que se chama monografia e que te suga todas as ideias que você nem tem pra ela quanto mais pra outros textos. Parece que, de repente, a gente não tem nada pra falar [quando na verdade tem tudo]. Então vou contar um pouquinho disso pra vocês.

A gente tem sono. Muito sono. Mas não pode dormir tudo o que quer porque aí vem a culpa de ter dormido tanto. Porque tem três livros pra ler e uns outros três pra terminar. A gente perde a fome, a tranquilidade, a paciência, os encontros com amigues.

A gente quer ter ideias originais ao mesmo tempo que não pode esquecer de citar as inspirações e as ideias dessas inspirações. A gente quer entregar um trabalho digno, cheio de novas colocações e muito revolucionário. Mas a verdade é que tudo que a gente quer é poder fazer isso com o coração e não com o academiquês.

Eu não sei escrever em academiquês. Por anos senti que a universidade não era o meu lugar. Nós não conversávamos muito, sabe? Eu entendia pouco ou nada do que era falado pela maioria d@s professor@s ao mesmo tempo que guardo muitas falas de muit@s na memória, no coração. Eu me comparava o tempo inteiro com aquel@s coleguinhas super eloquentes e chei@s de referências. Eu me perco na gramática, me atrapalho toda nas ideias e até crio palavras pra explicar o que sinto. Eu não entendia que podia participar da conversa da minha forma. Eu tinha medo de errar, de ser burra, de falar merda. Acho que eu ainda tenho. Mas e aí? Tem a monografia pra entregar. Como faz com esse medo? A gente vai com medo mesmo.

Das coisas mais lindas que aprendi nos últimos tempos é que existe lugar pro coração na universidade. Sim, precisa também melhorar a fluência em academiquês, contudo [e honestamente] não é o principal. Não precisa ser original. Ninguém é. Precisa olhar e inspirar o tema. Fazer sentido pra ele como ele faz pra gente. E daí deixar o coração falar. Ele vai saber o que é seu e o que não é. Ele vai saber ser respeitoso com quem nos antecedeu no assunto. Ele vai se desesperar com a chegada do prazo final e também vai te dizer que você está fazendo um bom trabalho. Ele vai ser tudo o que você precisar nessa hora.

Meu coração está com medo, pois está sedento por mudanças, revoluções e muitas ideias originais. Ele sabe da importância deste momento e por isso quer fazer o seu melhor. E ele também sabe que nenhuma pesquisa é perfeita ou está concluída. Ele sabe que uma pesquisa que vem da nossa vivência é um projeto de vida. “Tudo bem ter medo.” – ele me diz – “Você já original pelo simples fato de ser você e de se ver nesta pesquisa. De ter a coragem de falar com amor e um pouquinho de academiquês. Estamos junt@s.”

Daí você faz esta pausa tão necessária só pra depois dizer “acho que estou atrasada”. Será que estou? Será que uma pesquisa que fala da nossa alma pode estar errada ou atrasada? Será que ela é original? Será que eu sou original? Isso importa? Talvez. Então bora terminar esse troço e continuar logo depois.

meu pé de arte

21 set

a mulher de um brinco só me fez plantar uma árvore
e dessa árvore nasceu Marília, menina arte!

já fez arte, fez teatro. rodopia e bate os pés.
pinta, borda, desenha na borda. tricota, canta escondida.
tece e planta a arte. árvore da semente da vida. semente humana. uma árvore de Marília.

Não é à toa que esse texto surge hoje. Com a chegada da primavera, vou florescendo junto com minhas ideias e as flores lá de fora. Este não é um texto sobre o dia da árvore, é um texto sobre a minha árvore.

“Plantei” minha primeira árvore aos 10 anos. Aula de artes da escola, minha preferida. Nós tínhamos de criar uma arte com pedacinhos de papel e eu escolhi uma árvore. Até hoje eu lembro das cores que ela tinha e de como foi excitante encontrar tantos tons de verde para minha primeira composição. 15 anos depois chega a minha sobrinha em casa com a cola do pai dela e resolvemos criar. Uma nova aventura de novas cores. Da brincadeira, nasce a arte. Esta é uma das obras que compõe a minha série. Ela me faz sorrir todos os dias.

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Então eu redescobri o prazer de criar. Ter tempo para misturar cores e deixar a alma falar. O desemprego tem suas vantagens e com o tempo de sobra voltei a pintar e desenhar. Desenterrei o guache e a aquarela guardada há mais de 10 anos… Cada semana minhas paredes ganham uma imagem feita por mim ou outrxs artistas. Está um colorido só!

Um grande desafio deste ano foi ter um momento que não cabe em palavras: criar uma mandala que contasse minha trajetória artística para a “disciplina” Arte e Psicologia da pós em Arte-Terapia e Terapias Expressivas. Eu sem emprego, sem perspectiva e cheia de angústias só tinha uma certeza: eu que desenho árvores por onde passo não podia deixar de colocar uma bem no centro do meu trabalho. Foi a árvore da infância que retornou para me lembrar de quão importante é a criação.

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Árvore vai, árvore vem e a vida segue. Nem conseguiria explicar neste post o quanto andei até agora. Talvez o blog conte melhor, mas tenho algo muito importante para compartilhar. É que eu já conheço a minha árvore favorita. Um retrato, uma reflexão, uma sublimação, uma louvação, uma descoberta e um início. Ela é tudo que já existe e tudo que ainda está por vir. Minha Árvore da Vida. Ela sou eu.

Árvore da Vida

meu pé de arte

1 abr

a mulher de um brinco só me fez plantar uma árvore
e dessa árvore nasceu Marília, menina arte!

já fez arte, fez teatro. rodopia e bate os pés.
pinta, borda, desenha na borda. tricota, canta escondida.
tece e planta a arte. árvore da semente da vida. semente humana. uma árvore de Marília.

Não é à toa que esse texto surge hoje. Com a chegada da primavera, vou florescendo junto com minhas ideias e as flores lá de fora. Este não é um texto sobre o dia da árvore, é um texto sobra a minha árvore.

A primeira árvore que “plantei” foi aos 10 anos. Nós tínhamos que criar uma arte com pedacinhos de papel e eu escolhi uma árvore. Até hoje eu lembro das cores que ela tinha e de como foi excitante encontrar tantos tons de verde para minha primeira composição. Quinze anos depois, brincando com a minha sobrinha, me permiti uma nova aventura e novas cores surgiram. Da brincadeira, nasce a arte. Esta é uma das obras que compõe a minha série.

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Então eu redescobri o prazer de criar. Na pós em Arte-Terapia e Terapias Expressivas, tivemos um momento que não cabe em palavras: criar uma mandala para a “disciplina” Arte e Psicologia. E eu, que desenho árvores por onde passo desde a primeira, não podia deixar de colocar uma bem no centro do meu trabalho. Foi a árvore da infância que retornou para me lembrar de quão importante é a criação. Minha trajetória.

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Nem conseguiria explicar neste post o caminho que ando trilhando, talvez o blog conte melhor, mas o importante é que eu já conheço a minha “obra prima de agora”. Um retrato, uma reflexão, uma sublimação, uma louvação. Ela é tudo que já existe e tudo que ainda está por vir. Ela sou eu. Minha Árvore da Vida.

Árvore da Vida

Curso de Teatro para Crianças!

14 ago

Meu cantinho de arte é o mundo todo, mas tem um que é pra lá de especial e está com novidade:

Vai ter curso novo de teatro pra criançada lá no meu espacinho de teatro! Que delícia!

O Curso acontecerá toda quinta-feira e é pra molecada de 7 a 12 anos!
Início da turma – dia 04 de Setembro.

E não é só isso! Ainda tem professor novo na área! uhuuul!!!

Mais informações na página do Teatro Livre!

Vai lá!

O ballet da noite

4 jun

Eu dancei hoje.

Um grande número de ballet se formou dentro de mim.
Coreografei para todas as estrelas do céu.
Juntas realizamos nossa obra.
E as cores nos acompanharam lindamente!
Ah! Quanta leveza e emoção…

Se eu fosse bailarina, teria feito inúmeros saltos e piruetas.
Entretanto, sou apenas eu. Sem timidez. Sem excessos.
Meu apenas é tão grande para ser somente uma bailarina.
Eu sou mais… eu sou a própria cor, a própria música!
Tudo isso sendo eu.

Tudo isso… eu.

Sei que gracejo tanto com os gestos quanto com as palavras…
mas o que mais poderia fazer?
Dançar? Isso eu já faço até quando tem alguém me olhando…

Dançar! Dançar…
Essência da minha própria essência.

Então dancei.
Na nova e na antiga melodia da noite.

*e tudo veio daqui. obrigada.*

Nasceu!

6 nov

Uma estreia deixa muitas dores nas cistas, pernas, pés, estômago… Mas também deixa um algo mais!
Existem instantes sagrados na vida de um artista do teatro: aquele milésimo de segundo que precede a entrada em cena, o pequeno passo para que a luz e o nosso corpo se encaixem perfeitamente, o contornar dos olhos… São tantos e tão preciosos!
Dali em diante, a vida muda completamente. Nada nunca mais será como o já planejado. Não existirá um “novamente”, existirá um grande e eterno “inspirar” e ele é sublime.