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Frida e eu

7 jul

Eu tinha 18 anos quando ouvi falar de Frida Kahlo pela primeira vez. Fiquei de imediato apaixonada por sua beleza e pela beleza de suas obras. 

Foi conhecendo Frida que eu mesma me descobri bela e intensa. E pude reconhecer em mim as qualidades existentes nas artes criadas por mulheres. 

Foi com Frida que me entendi artista. Foi com Frida que meu corpo reconheceu sua beleza. 

Frida é uma artista que usou seu corpo e sua alma ao extremo: transformou a dor e a vida em arte.

Sua transmutação é a minha. Seu espelho é meu. Sua arte é a própria vida. Sua vida sou eu. 

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Patriarcado-Poder-Capitalismo

28 maio
É comum acreditar que o patriarcado atue somente sobre as mulheres, entretanto, ele rege toda a sociedade e toda forma de relação que existe nela, o que inclui os homens. Ainda que a sociedade patriarcal aja com crueldade ao moldar o homem, ela age de modo muito mais violento com a mulher, tornando a interação homem-mulher em qualquer instância um jogo de poder e opressão onde, invariavelmente, as mulheres perdem.
O patriarcado torna o homem um ser “incapaz” da compreensão e do respeito. Este cresce acreditando estar acima de valores que deveriam ser da humanidade e não apenas das mulheres. Ele ignora que pode calorosamente vivenciar seus sentimentos e expressá-los de maneira plena, transformando-o num ser amorfo, arrogante, individualista e frio.
Para a mulher, é necessário sempre estar à merce deste ser “sem alma” e encaixada dentro de um molde nunca feito para ela. Em nossa sociedade, apesar deste ser homem também se encontrar em molde “torto”, ainda é possível encontrar certo nível de conforto, em especial para o homem branco, que permanece numa posição imensamente mais favorável que a do homem negro ou indígena. Já para a mulher, este molde caminha, ao longo da história, marcado por constantes podas físicas, emocionais e mentais.
É fato que somos afetad@s por esse sistema há mais tempo do que podemos imaginar e, por mais que consigamos entender que isso é cruel a tod@s, as vítimas permanecem sendo as pessoas identificadas como mulheres.
Mais terrível ainda é saber que, mesmo sendo vítimas do patriarcado, existe ainda a apropriação desse sistema de opressão pelo capitalismo, que sempre massacrou os trabalhadores homens. O capitalismo, além de reforçar a ideia de superioridade do patriarcado, homem acima da mulher, ele coloca diversas mulheres acima de outras, como num ciclo “eterno” da demonstração de poder que pode ser observada de várias formas: homem-mulher, mulher-mulher, branc@s-não branc@s, mais ric@s-menos ric@s, pessoas cis-pessoas trans…
O poder do capital criou um ciclo dentro do ciclo. E agora é ele quem comanda. Quando duas forças opressivas se unem, nunca o resultado pode ser o melhor. Aliando um ao outro, patriarcado e capitalismo acabam, por fim, matando a todas nós e, posteriormente, todos eles.