sobre comentários e movimentos

14 dez

discordar é preciso!
questionar com respeito é necessário.

eu rezo por um mundo onde as diferentes leituras se tornem um único ideal e uma carinhosa [real, forte e honesta] luta.

a discordância não precisa ser um combate, pra isso já temos as guerras. cruéis e assassinas podemos deixá-las de lado no embate intelectual para que a raiva cega dê lugar à compreensão de olhares serenos.

mas não toleraremos os que mascaram sua impiedade com bandeiras! não toleraremos a apropriação indevida de nossos pensamentos e sentimentos para serem colocados como munição de metralhadoras preconceituosas, machistas ou racistas.

Feridas e… e o que mesmo?

20 nov

Às vezes eu sinto tanta raiva de você!

Dos seus silêncios, suas fotos, a batida de porta, dos gritos, da sua fuga, da distância, do seu beijo, do corpo, do sol… da saudade que nem sei bem do que.

Você passou tão rápido e tão intensamente. Acabou deixando uma marca profunda.

Ela ainda não cicatrizou e agora ela sangra novamente. Foi só um arranhão, mas já fez a maior lambança em mim.

Foi num piscar de olhos e você já tinha ido. Eu nem tive tempo de fechar a janela e a porta já tinha se fechado pra sempre.

Sempre?

Não.

Prelúdio ao silêncio

5 nov

que a cama fosse sua,
que o toque fosse seu,
eu já esperava.
a surpresa veio ao acordar
e o teu cheiro não ser mais presente.

lembrança.

até mesmo a tua mão quente no meu seio é passado.
sonho e realidade.
o coração não sabe explicar.
o corpo ainda carrega as nossas marcas,
mas nada mais sente de teu.
o vento balança as cortinas e a música toca sem parar.
prelúdio. memória.
e silêncio.

Esse mês foi assim:

27 out

Foi um mês muito intenso no coração, no trabalho e na política. Militância não é partidarismo e muito menos trabalho voluntário em tempos de eleição. Luciana Genro era minha candidata e ela não chegou ao segundo turno, a esquerda não “ganhou” a luta. A esquerda está na a luta de sempre! Os ânimos estão muito conturbados. Muitas informações, mentiras, discussões, agressividade, medo. A discordância gera cada vez mais perguntas, e eu as adoro. O que ferra é a falta de vontade de se informar.

Minha militância pró-Dilma foi totalmente natural. Deixei de lado minhas desavenças com o PT e agi com muita consciência. Era preciso tomar uma posição. Claro que, para algumas pessoas, isso pareceu um absurdo. E vou te dizer, a recíproca também é verdadeira. Foi bem esquisito ver pessoas que se dizem tão preocupadas com um mundo mais justo cuspirem na esquerda, no PT, na Dilma, no PSOL e nos programas assistencialistas necessários à sobrevivência de boa parte da população. Mais estranho ainda foi ver a juventude gritando por ditadura. Tem gente aí que “esqueceu” a própria história.

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Quem se envolveu em alguma das campanhas desde o 1º turno ouviu do mais simples “como uma pessoa tão esclarecida como você…” ao mais revoltoso dos comentários. Busquei não entrar nas brigas, não excluir ninguém e responder aos questionamentos com base nas políticas sociais dos candidatos e dos partidos. E pesquisar. Muito.

Fiquei um tanto incomodada com os que brigavam pelo não posicionamento, principalmente na internet. Foi comum escutar as pessoas dizendo que o povo é burro, não se interessa por política e por isso tudo vai mal. E foi ainda mais comum ouvir essas mesmas pessoas não querendo que você fale de política em lugar nenhum! Meu filho, francamente!… Todo mundo de saco cheio? Nós também. No entanto, nem todos foram assim. Tive a oportunidade de conversar com muitos colegas e familiares de diferentes visões políticas e, na maioria das vezes, nossas diferenças foram tratadas com muito bom humor.

bagunça!

todos unidos por nós todos

Ontem foi um dia bem tenso. Rolou mal-estar, ofensa e muito amor. Contradição? Não! Amigos. Reunimos a galera pra uma festa da Dilma ou pra um lamento do Aécio. Tinha petista, anti-petista, gente em cima do muro, namorados do PSOL (como eu), nulos, brancos, indecisos… Eram meus amigos. Demos um grande suspiro de alívio e comemoramos. Alguns não comemoraram a “vitória” da Dilma, mas aquele momento lindo que é ter amigos reunidos. Logo passou esse respiro e começamos a focar novamente na luta.

Não quero entrar num embate como o que se apresentou mais uma vez nessa eleição. Chega de surdez e de discursos de ódio. Calem as bocas e os dedos, vamos respirar e pensar antes de dizer algo. Nos perguntar: eu preciso mesmo dizer isso? Eu gostaria de ouvir isso? É isso mesmo que eu penso? Sou agressivo assim?

“Talvez ninguém, ou poucos de nós, tenha nascido em berço de ouro, mas todo mundo aqui tem berço, todo mundo aqui tem origem, todo mundo sabe de onde veio e pra onde quer ir. Nós não podemos deixar que dividam o Brasil ao meio, porque o Brasil é um só, porque o Brasil quer uma coisa só, porque o Brasil é composto de muito povos mas tem a mesma alma e essa alma não é divisível.”
Haddad, nosso prefeito

Ninguém precisa se ofender. Mas se eu o fizer, me avise. Prometo fazer o mesmo por você. Todavia, caso eu considere algumas palavras extremistas, talvez a gente não se encontre mais. Já fiz as minhas escolhas e o conservadorismo não faz parte delas. De olhos abertos e o coração forte, vou orar por aquele mundo melhor que eu acredito.

Sobre o meu voto, eu vou cobrar. Vou apoiar e recusar. Participar mais. Estudar mais. Não estou satisfeita e a alegria é parcial. Sou artista, educadora, classe média de São Paulo, sou mulher, feminista. Sou de esquerda.

A militância começa agora. Bom Brasil pra todos nós!

sábado. sim? não.

26 out

tem dia que parece não acabar! você acorda ainda mais cedo que de costume, estuda, trabalha, distribui adesivos, trabalha enquanto estuda, estuda mais um pouco, come qualquer coisa no shopping, compra um item esquecido na perfumaria e não sobra nem um instante verdadeiro pra respirar.

uma pausa para a soneca almejada o dia inteiro. que alívio! agora vai! tudo parece caminhar para um final feliz. putz! faltou aquele e-mail pra enviar. demora… corre com tudo, você não quer ficar em casa. só quer ter um sábado gostoso e de repente tudo vai pro saco em poucas mensagens e muito cansaço. suspiros. lamentos. já foi.

então você aceita o fracasso. toma uma cerveja. assiste um filme “fué” (isso é mais difícil de aceitar). fica um pouco mais irritada com o fim do dia desandado e entra no facebook. daí acabou de vez! menos o dia. esse persiste!

o futuro pertence ao presente

23 out

afinal,
o que está é.
e nele não cabe a dúvida.
não existe espaço para “e se”s.

Acabou

13 out

Já disse algumas vezes que estou ligadona no tal relacionamento a três [nada nem perto de concretizar, é verdade], MAÃS, as esperanças existem. Algumas…

Dito isso, informo que terminei meu relacionamento com Eduardo Jorge e Marina Silva. Tudo certo, sem grandes dores. Um foi tão curto que nem deu pra apaixonar mesmo. Já o outro… Coisa mais antiga, sabe? Daqueles namoros de devolver a escova de dentes, mesmo que pouco usada.

Não foi das maiores decepções. Não fui tão imbecil de me entregar cegamente a esse tipo de paixão. Foi algo intenso e passou. No momento, não consigo lembrar tanto das coisas boas. Término de namoro, certo? A gente fica dolorido, magoado.

Do nosso breve trio amoroso, uma fala da peça “Meu Reino Por Um Cavalo” [Dias Gomes] fica martelando na minha cabeça:

Nossas bandeiras… Onde estão nossas bandeiras, Selma? A história limpou a bunda com elas!

Como o próprio Eduardo disse, podemos sempre errar. É nosso direito humano. Mas esquecer uma trajetória… Sei não. Desconfio.

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